annalizie
(SINOPSE REDUZIDA!)
Havia um dragão nos montes de Skagos que somente os mais corajosos sussurravam sobre.
A fera, de escamas tão avermelhadas quanto o vinho mais envenenado, e dentes tão afiados que partiam uma carcaça em segundos desastrosos, era vista com a frequência de uma lenda da própria Antiga Valíria - pois, afinal, era o que se tornara.
Os Skagosi, com seus ritos rubros e cultura oculta, a chamavam de Sanghorath - a pele áspera parecia matizada no tom do sangue derramado dos bravos estúpidos que ousaram lhe importunar. O que nenhum humano podia imaginar era que aquela fera de temperamento imprevisível, presas longas e pupilas verticais prateadas em crueza, não nascera de nenhum ovo escamoso.
Orysha Velythrae fora uma princesa. Valíria tinha seus ritos, suas Casas e mistérios - e a Casa Velythrae sabia ser temida. Conhecidos por sua crueldade de berço, seus descendentes já nasciam com os cabelos crespos trançados de batalhas ganhas, pele parda em beijos de sol e olhares que sorriam quando a carne manchava a terra.
A Grande Perda de Valíria, porém, foi o segundo dos acontecimentos mais perigosos de 114 A.C. Pois, naquele ano, Orysha foi condenada por uma magia que não controlava, tornando-se a imagem mais bonita de sua crueldade: uma besta de fogo e solidão.
Amaldiçoada a ficar numa forma dracônica, a jovem princesa recebeu seu destino: com o peito impiedoso, ela poderia voltar à sua forma humana unicamente quando um coração puro - como o dela nunca seria - a reivindicasse. Se uma alma bondosa visse beleza para além de sua forma rubra, escamosa e selvagem, uma segunda vida teria.
Foi dessa forma, numa situação improvável combinando uma árvore em pedaços, um bloco de madeira e um par olhos tão azuis quanto o Mar Estreito, que Orysha Velythrae viu sua segunda chance no coração retumbante do príncipe que nunca era visto uma segunda vez sob o olhar do mundo: Lucerys Velaryon.