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Patrick Jane sempre acreditou que as pessoas revelam a verdade muito antes de decidirem contá-la. Um gesto, uma hesitação, um olhar que dura tempo demais. Depois de anos observando mentiras, manipulando suspeitos e enxergando o que ninguém mais percebe, ele aprendeu a confiar quase cegamente na própria capacidade de ler os outros.
Quase.
Porque Teresa Lisbon sempre foi a exceção.
Quando uma mulher é encontrada morta em um hotel de Austin segurando uma fotografia de Lisbon adolescente, um caso aparentemente isolado se transforma em algo perturbadoramente pessoal. Ao lado do corpo, uma mensagem dirigida a Jane deixa claro que o assassino não está apenas desafiando o FBI. Ele conhece o passado de Lisbon, conhece a mente de Jane e, principalmente, parece saber exatamente como usar um contra o outro.
Conforme novas pistas surgem, acontecimentos que Lisbon acreditava enterrados há décadas começam a voltar à superfície. Pessoas esquecidas reaparecem, antigas lembranças ganham novos significados e Jane percebe que, pela primeira vez, sua maior habilidade pode não ser suficiente para proteger a pessoa que mais importa para ele.
O problema é que Lisbon também sabe reconhecer quando Jane está com medo.
E ele está.
Enquanto a investigação os conduz por um jogo de manipulação no qual cada resposta parece esconder uma nova mentira, Jane e Lisbon são obrigados a confrontar aquilo que sempre foi mais fácil ignorar: a intensidade da ligação entre eles, o medo de perder um ao outro e todas as palavras que ficaram presas entre provocações, silêncios e olhares ao longo dos anos.
Para encontrar o assassino, Jane precisará descobrir uma verdade que Lisbon nunca contou.
Para sobreviver ao que está por vir, Lisbon precisará decidir até onde ainda consegue confiar nele.
E, quando o jogo finalmente exigir que ambos escolham entre a razão e aquilo que sentem, eles descobrirão que algumas verdades são perigosas demais para permanecer escondidas.