cherrywaves111
O amor não chega fazendo barulho. Ele entra devagar, quase sem ser notado, como uma brisa que muda a temperatura do dia sem pedir licença. No começo, é curiosidade: o olhar que demora um segundo a mais, o sorriso que fica guardado na memória. Depois, vira cuidado ,um querer saber se o outro chegou bem, se comeu, se dormiu em paz.
Quem observa de fora percebe que o amor transforma. A pessoa passa a enxergar o mundo com mais cor, mesmo nos dias nublados. As músicas ganham outro sentido, os lugares comuns viram especiais, e o tempo parece estranho: às vezes rápido demais, às vezes lento só para caber em um abraço.
Mas o amor não é só leveza. Ele também é medo. Medo de perder, de não ser suficiente, de sentir demais. Ainda assim, ele fica. Insiste. Ensina que amar não é perfeição, é escolha. É permanecer mesmo quando é difícil, é aprender a ouvir, a ceder, a crescer.
No fim, o amor é isso: não algo que se explica com facilidade, mas algo que se reconhece no silêncio confortável, na saudade inesperada e na vontade sincera de ver o outro bem mesmo quando o coração precisa ser corajoso para isso.