Itsnana1
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Leonor de Borbón aprendeu desde cedo que sua vida não lhe pertencia completamente. Cada passo, cada decisão, cada sonho era observado, analisado e, muitas vezes, condicionado ao futuro da monarquia espanhola. Entre protocolos e expectativas, uma verdade sempre foi clara dentro dela: Leonor queria ser mãe.
A pressão para garantir um herdeiro nunca a feriu de fato. Não porque fosse fácil, mas porque o desejo já existia dentro dela. Ainda jovem, consciente de que o tempo e a política nem sempre caminham juntos, Leonor decidiu congelar seus óvulos. Era uma promessa silenciosa ao seu futuro: quando fosse o momento certo, ela estaria pronta.
No Brasil, Júlia Bergmann vivia uma realidade completamente diferente, mas tomava a mesma decisão. Ícone da Seleção Brasileira de vôlei, Júlia vivia em função do esporte. Competições, viagens, títulos - tudo exigia entrega total. Congelar seus óvulos foi uma escolha prática, sem imaginar que aquele ato mudaria sua vida para sempre.