moonreverie_
A caminho do trabalho, Mika se depara com algo impossível de ignorar: um corpo desacordado diante da porta de casa. Ele estaria morto? Ferido? Fugindo de alguém? Em um ato impensado (ou insensato), ela o acolhe, abrindo não apenas a porta de casa, mas também, sem perceber, da realidade pacata que a cerca.
Entre segredos, conexões profundas e escolhas perigosas, Mika precisará decidir: até onde está disposta a ir por alguém que mal conhece - e o que ainda sente por quem já conheceu demais?
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Insensatez
Quarta-feira, 24 de dezembro.
- Alô! Olá, papai! Muito obrigada! Uhumm... é uma pena que não possamos passar esse dia juntos. Não... não se culpe por isso! Eu amo muito você e a mamãe! Espero que logo retornem pra casa. Tudo bem?! Chegaram bem ao destino? Ah sim, é um alívio saber disso. Uhum, tudo certo por aqui. Estou cuidado de suas plantas, não se preocupe. O dia amanheceu nevando, mas isso não importa. Prometo me divertir muito. Obrigada, papai! Mande um beijo à mamãe. Logo estaremos todos juntos novamente.
Até o Ano Novo.
Esperei tanto por essa ligação e agora ela se encerrou de forma muito rápida.
"Hora de começar meu dia. Feliz aniversário, Mika", disse a mim mesma.
Não imaginei que, tão cedo, abriria portas que mudariam tudo e que fechá-las depois, seria quase impossível.