MCTenebrae
Pessoas não nascem com obsessões.
Algumas já nascem com o pecado dentro de si.
Amara Vexley sempre soube disso. Não porque alguém lhe disse, mas porque nunca conseguiu existir de outra forma. Controle, perfeição, proteção. Tudo nela exige ordem. Tudo nela exige domínio. Falhar nunca foi uma opção... porque falhar sempre teve um preço alto demais.
Quando seu mundo começa a ruir, Amara é forçada a atravessar limites que nunca deveriam ser cruzados. Lugares onde regras não existem, onde lealdade custa caro... e onde o perigo não se esconde ele observa. Um sistema onde poder, violência e influência não se escondem. Apenas se organizam.
É nesse mundo que ele está.
Dentro do Leviathan, existem nomes que são respeitados... e existem aqueles que simplesmente não são questionados.
Azrael pertence à segunda categoria.
Frio, preciso e absolutamente implacável, ele não aprendeu a sobreviver naquele lugar ele foi moldado para dominá-lo. Onde há caos, ele impõe controle. Onde existem ameaças, ele se torna a maior delas.
Ele não é alguém que pode ser salvo. E definitivamente não é alguém que precisa ser. Quando Amara e Azrael se encontram, não há acaso. Não há escolha. Há reconhecimento.
Dois extremos que não deveriam coexistir.
Duas obsessões que nunca aprenderam a parar.
Em um mundo onde a moral é frágil e cada decisão cobra um preço, eles não lutam para serem melhores. Lutam para permanecer no controle. Mesmo que isso signifique se destruir no processo.
Porque entre eles não existe salvação.
Existe desejo, poder e acima de tudo... existe condenação.
Algumas histórias não terminam em redenção.
Terminam no exato lugar onde começaram: no pecado.