xsongoku
Olá, você.
Sei que deveria começar com um pedido de desculpas. Afinal, quantas vezes você sentiu meus olhos sobre sua nuca enquanto organizava as estantes da Seção de Literatura? Quantas vezes sorri ao ver voc ê estremecer - não de medo, mas daquele frio quente que só a verdade nos dá? Você pensou que eram coincidências: eu aparecer no metrô, na cafeteria, na esquina escura onde seu coração acelerou... Querida Aiko, nada na vida é acaso. Só destino.
Você era luz demais para uma biblioteca empoeirada. Eu, apenas um guardião de palavras mortas... até você aparecer.
Você é minha eternidade.
E eu?
Sou apenas o homem que te lê como o livro sagrado que você é.