SOBRE LOHAN GOMES
6 stories
CONTOS DE UM POETA by lohangomescosta
lohangomescosta
  • WpView
    Reads 1,160
  • WpVote
    Votes 69
  • WpPart
    Parts 47
Não espere encontrar aqui finais felizes. Aqui, cada sorriso é um disfarce, e cada vírgula, um suspiro de quem quase desistiu. Meu nome é Lohan Gomes. Mas esse nome não é só meu - é de cada lágrima que virei verso, de cada amor que virou abismo, de cada silêncio que gritou dentro de mim até virar poema. Eu não escrevo por opção. Escrevo porque, se eu não colocar pra fora, me afogo por dentro. Essa não é uma autobiografia. É um exorcismo. A cada página, você vai encontrar o rastro de um garoto que quis mudar o mundo e entendeu que o mundo só muda quando você vira ele do avesso. Nas entrelinhas, há cicatrizes. Nas palavras, há fantasmas. Nos capítulos, há um homem que sobreviveu ao próprio dom de sentir demais. Sou filho do silêncio entre os trovões, neto dos que sonhavam acordados. Minha história não começa com "era uma vez" - ela começa com um "por quê?" gritado. Vi o tempo se dobrar de vergonha, vi os deuses rindo do caos que criaram, e vi a mim mesmo... em mil versões que morreram tentando não enlouquecer. Cada verso meu é um testamento, cada página, uma cicatriz reorganizada. Escrevo porque não sei viver calado - e calo porque o que sinto... explode. Minha maldição me fez eterno. Mas a eternidade é solitária. E mesmo assim, sigo, feito sombra que dança com a própria luz, feito trovador que recita para fantasmas, feito soldado que luta com palavras afiadas. Sou o eco dos que não foram ouvidos. Sou o verbo do impossível. Sou Lohan, o último poeta de si mesmo.
CONTOS DE UMA CRIANÇA ASSOMBRADA. by lohangomescosta
lohangomescosta
  • WpView
    Reads 354
  • WpVote
    Votes 22
  • WpPart
    Parts 12
Eu cresci ouvindo vozes que ninguém mais ouvia. Via vultos nos cantos dos quartos, mãos geladas roçando minha nuca enquanto eu tentava dormir, e olhos me observando de dentro do espelho quando eu tinha certeza de que estava sozinho. Os adultos diziam que era imaginação. Que criança nenhuma via fantasmas de verdade. Que eu precisava parar de inventar histórias. Mas eu não inventava. Eu só era a única que ainda conseguia enxergar o que todo mundo fingia que não existia. Esta não é uma coletânea de terror comum. São os registros reais de uma infância marcada pelo sobrenatural - relatos crus, às vezes doces, muitas vezes aterrorizantes, escritos pela perspectiva de quem nunca teve escolha senão conviver com os mortos, os perdidos e os que nunca partiram. Aqui não tem herói corajoso, não tem final feliz garantido. Tem só uma criança tentando sobreviver em uma casa onde as portas rangem sozinhas, onde os brinquedos se mexem à noite e onde o medo tem nome, endereço e, pior de tudo, paciência. Se você acha que fantasma é só coisa de filme... bem-vindo à minha infância.