KamilaTadeuSilvaSant
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Dizem que, na noite em que a lua silenciou o mundo, uma estrela desceu à terra.
Não caiu - escolheu caminhar entre os mortais.
Seu nome era Astrylle Astraeum, filha da noite eterna e última herdeira de um império que ruía como mármore antigo sob o peso das próprias sombras.
Em suas veias corria o sangue dos primordiais - ardente como o primeiro fogo, luminoso como constelações que jamais se apagam.
Desde cedo aprendeu que coroas não são feitas de ouro, mas de sacrifício.
Cresceu entre lâminas e sussurros, entre promessas quebradas e profecias que a chamavam pelo nome antes mesmo que soubesse quem era.
Foi traída por mãos que juraram protegê-la.
Foi amada por um destino que tentou separá-la da própria felicidade.
Mas Astrylle não nasceu para ruir.
Quando o império caiu e o céu pareceu partir-se em dois, ela ergueu-se das cinzas - não como sobrevivente, mas como tempestade.
Diante de deuses silenciosos e sombras famintas, enfrentou o caos, o amor e a verdade que queimava mais que qualquer guerra.
E descobriu que o poder mais indestrutível não nasce da coroa,
nem do medo,
nem do sangue -
mas do coração que escolhe permanecer de pé quando tudo ao redor desmorona.
Assim, sob o manto infinito do firmamento, seu nome foi gravado entre as estrelas.
Não apenas como rainha.
Não apenas como lenda.
Mas como aquilo que o mundo jamais conseguiu destruir -
tempestade e estrela,
lâmina e flor,
luz que sobrevive à própria escuridão.