MeloCamilaMaria
Nem tudo o que se escreve tem rosto, nome ou endereço. Às vezes, o que nasce nas palavras não é sobre alguém, mas sobre o que pulsa dentro de nós.
Cada texto é um eco de um sentimento - seja ele memória, instante ou saudade. Escrever é um ato de coragem: é colocar o invisível em forma de letras.
Demorei a compreender que escrever também cura, que é um gesto de cuidado com o próprio silêncio. Descobri que vale mais um texto sendo lido do que um bloco de notas esquecido.
Este livro nasceu para mim e por mim, mas floresceu graças àquele que me lembrou que a criança que escrevia - e que dormia em mim - precisava despertar.
Agradeço a Júlio César, parte da minha inspiração, e aos meus filhos, Enver e Rudá, por ajudarem a alinhar as linhas que me sustentam.