anapaulabbb26
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- Bab 15
Toda edição do Big Brother começa igual.
Luzes acendem. Portas se abrem. Pessoas entram acreditando que estão ali apenas para jogar - estratégias, alianças, votos, provas. Todos juram que vão manter o controle. Que sentimentos ficam do lado de fora.
Mas o BBB26 não foi assim.
Desde a primeira noite, antes mesmo da primeira prova, antes do primeiro paredão, algo invisível começou a se formar entre corredores, olhares demorados e silêncios desconfortáveis. Algo que não estava no roteiro de ninguém.
Você entrou na casa sem alarde, sem personagem montado, sem discurso ensaiado. Observadora. Presente. E isso, curiosamente, foi o que mais chamou atenção.
Principalmente a dela.
Ana Paula Renoult.
Competitiva, intensa, controladora - alguém que precisava entender tudo ao redor para não perder o domínio. Ana Paula não gostava do imprevisível. Não gostava de pessoas que não se deixavam ler. E você era exatamente isso.
Desde o primeiro contato, a tensão não foi clara para os outros. Mas foi imediata entre vocês duas. Um olhar que demorava meio segundo a mais. Um incômodo que não vinha do jogo. Uma necessidade estranha de saber onde a outra estava o tempo todo.
Mas controle e desejo têm fronteiras perigosamente próximas.
O que começou como convivência virou disputa.
O que parecia estratégia virou proteção.
E o que ninguém queria nomear virou posse.
Porque quando Ana Paula percebeu que não suportava ver você se aproximar de mais ninguém, já era tarde demais para fingir indiferença.
E quando você entendeu que estar a mercê dela não significava fraqueza - mas escolha - o jogo deixou de ser só sobre vencer o prêmio.
Passou a ser sobre quem cede primeiro.
Entre provas, festas, paredões e confissões, essa história não fala apenas de amor.
Fala de obsessão, território, ciúme não admitido - e de um desejo que cresce justamente onde deveria ser contido.
No BBB26, o maior risco não foi ser eliminado.
Foi se apaixona