lady_tamyyss
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Max Verstappen acorda em uma cela sem janelas, sem relógio e sem memória do crime que o levou até ali. Não há registros, não há acusações formais - apenas a certeza de que ele fez algo imperdoável.
Todos os dias, a mesma pessoa entra para interrogá-lo.
George Russell é metódico, educado e perigosamente gentil. Ele não grita, não ameaça, não força. Prefere ouvir. Prefere esperar. Prefere conduzir Max até a própria ruína com perguntas suaves e silêncios calculados. George diz querer apenas a verdade - mas parece saber mais sobre Max do que qualquer relatório jamais poderia explicar.
Conforme os interrogatórios avançam, as memórias de Max começam a falhar, se repetir, se contradizer. A cela se torna menos uma prisão física e mais um espelho de sua culpa. George, por sua vez, se torna a única âncora possível naquele espaço estéril - a única voz que não o acusa, a única presença que não o abandona.
Entre confissões interrompidas, olhares longos demais e toques que não deveriam acontecer, Max passa a questionar não apenas o que fez, mas quem realmente está sendo julgado.
No fim, a verdade pode ser ainda mais cruel do que a mentira:
às vezes, a maior punição não é a prisão -
é confiar em quem segura as chaves.