ederspvgoncalves
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"Salve o Império!", gritam os nobres nas cidadelas, atrás de muralhas, com punhais de aço à cintura e soldados patrulhando as ruas pavimentadas de seu lar. Mas nem todo o povo de Hudan tem o privilégio de habitar esses bastiões da civilização, ainda que sejam o seu verdadeiro alicerce. Edín e Diôn sabem disso melhor que ninguém, pois não pertencendo àquele povo "civilizado", são considerados menos que plebeus pelo Império.
Hudan se estende por um território perigoso do continente de Mirdraéu; uma região misteriosa, conhecida por sua natureza hostil e cujas terras ocultam os escombros de antigas civilizações varridas por cataclismos já esquecidos pela memória viva.
A plebe sobrevive nas periferias e nos recantos mais hostis dessa terra indômita; em vilarejos rurais cercados por paliçadas, disputando espaço com feras colossais, tribos ferozes e forças incompreensíveis que habitam desde os ermos sombrios do continente até as almas tempestuosas de seus habitantes. Como os ribeirinhos do vilarejo de Bruma nos ermos de Selvamar, ao sul da Costa do Tridente, que, assombrados por maldade e traição, descobriram que nem as mais altas muralhas e o punho de ferro de um tirano cruel podem barrar o acerto de contas de uma Assombração vingativa.
É neste cenário de decadência e névoa que surgem Edín e Diôn, caçadores de um povo misterioso: os Suna Mandís. Eles não buscam glória ou ouro, mas o cumprimento de um juramento de sangue que os levará para o coração de uma conspiração sombria e violenta que se espalha pelos ermos de Selvamar.
Em uma crônica onde a linha entre o caçador e a presa se apaga, eles precisarão decidir: cumprir o seu juramento e exorcizar uma assombração terrível ou se unir a ela para libertar a região de um terrível tirano.
Espíritos Trapaceiros. Caçadores Suspeitos. Armadilhas Espirituais. Em Psicotrápolas, a distinção entre esses elementos é meramente circunstancial.