fodassevida
Minjeong perdeu os pais ainda na infância. Não houve despedidas, explicações ou conforto suficiente para preencher o vazio que ficou. Desde então, aprendeu a sobreviver em silêncio. Cresceu calada, observadora, com sentimentos que nunca soube expressar direito - não porque não os tivesse, mas porque ninguém nunca lhe ensinou como colocá-los para fora.
Ela não chora fácil. Não grita. Não pede ajuda.
Minjeong sente tudo por dentro, em um lugar fundo demais para ser alcançado.
O que ninguém sabe é que esse silêncio guarda algo muito mais perigoso.
Minjeong mata.
Sempre homens.
Nunca por impulso.
Cada vítima carrega um padrão, uma história parecida demais com a dela. Ela não se vê como um monstro, nem como uma justiceira. Para Minjeong, matar é controle. É equilíbrio. É a única forma que encontrou de lidar com um mundo que nunca foi gentil com ela. Não existe prazer no ato - apenas necessidade e calma depois.
Ela vive de forma discreta, quase invisível. Uma presença fácil de ignorar. Até Karina entrar em sua vida.
Karina é tudo o que Minjeong não sabe ser: expressiva, intensa, viva. E, sem perceber, começa a ocupar um espaço que ninguém jamais ocupou antes. Pela primeira vez, Minjeong sente algo que não consegue classificar. Algo que assusta mais do que qualquer crime que já cometeu.
A partir disso, tudo muda.
Os assassinatos deixam de ser apenas parte de sua rotina. Tornam-se... pessoais. Protetores. Qualquer homem que se aproxime demais, que olhe errado, que ultrapasse limites invisíveis passa a representar uma ameaça. E ameaças, Minjeong sabe exatamente como eliminar.
Karina sente o cuidado exagerado, a presença constante, o silêncio pesado que sempre a envolve. Ela percebe que algo está errado - mas também percebe que, estranhamente, nunca esteve tão segura.
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Contém descrição de ferimentos graves, violência, assassinato. Abuso, físico e psicológico.
Conteúdo sexual.