michelaneondon81
Lalisa era o epítome da popularidade e da beleza juvenil. Com seus longos cabelos lisos e negros, olhos castanhos expressivos e uma estatura de 1,67m, ela e seu trio inseparável de amigas - Jisoo, Rosé e Jennie - formavam o quarteto de melhores amigas LGBT da escola. O sonho delas era brilhar como idols de K-Pop, e no último ano do Ensino Médio, sua aura de estrela já era evidente nos corredores. Do outro lado da moeda, ou melhor, da mesa do professor, estava Maria. Aos 30 anos, ela era a professora de espanhol, uma figura séria e notoriamente fria que parecia viver em um estado de indiferença. Maria, uma tomboy lésbica assumida, tinha cabelos pretos ondulados e penetrantes olhos avelã. Sua pele branca pálida era tão translúcida que as veias azuis e proeminentes eram visíveis por todo o corpo, especialmente nas mãos, pés e pescoço, um detalhe físico que contrastava com sua personalidade reservada e seu desinteresse aparente pelo mundo ao seu redor, exceto por suas amigas Anna Victória, Ana Julia e Yasmim.
Maria lecionava para a turma de Lalisa e suas amigas, mantendo uma distância profissional e gélida de todos os alunos. Sua postura inabalável e seu semblante fechado eram sua marca registrada. No entanto, por trás da fachada de gelo, escondia-se um segredo que Maria tentava inutilmente manter: ela nutria uma paixão intensa e secreta pela aluna mais popular e deslumbrante da sala.
Em seu celular, imagens capturadas de Lalisa ocupavam uma pasta oculta, um refúgio visual para o sentimento que ela se recusava a expressar. Mesmo com sua aversão a demonstrar qualquer emoção, Maria sentiu que a represa de seus sentimentos estava prestes a ceder; ela não podia mais esconder a atração magnética que sentia por Lalisa.