lucasprestes
No verão de 65, Charlie contava os dias para completar seus dezoito anos, até que certo momento a música começou a agir de forma estranha; a cada batida da vitrola, o tempo falhava, o quarto parecia respirar, e uma presença surgira... algo que não deveria existir. Até que a música cessou, restando apenas o silêncio... as dúvidas.
Durante o dia, Paris seguia viva demais para alguém que se sentia observada na penumbra. Olhares surgiam onde o nada habitava, coisas apareciam sem intenção, e o cheiro... aquele cheiro terrível que insistia em voltar... Charlie tentava se agarrar à lógica, ao cansaço, à paranoia - até aprecer um colega, que afirmava ter visto a macabra aparição de um "alguém" que já não estava neste plano da realidade, porém tinha marcado grandemente sua vida.
À medida que a música retornara... distorcida e insistente, Charlie percebera que certas presenças não precisavam de corpo - apenas de ritmo, memória ou alguém disposto a escutá-las até o fim... . .