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Jeon Jungkook, um estudante de artes visuais que passa a ser visitado, noite após noite, pelo mesmo rosto em seus sonhos. Uma face desconhecida, mas carregada de sentimento, que insiste em existir mesmo sem nome e história. Incapaz de ignorá-la, ele começa a pintá-la compulsivamente, como se cada traço fosse uma tentativa de entender aquilo que sua mente não consegue explicar, mas que seu coração reconhece.
Park Jimin, um estudante de cênicas que aprendeu a se expressar com o corpo quando as palavras já não eram suficientes. No outro lado do campus da Universidade de Busan, ele segue sua vida sem saber que existe alguém que o sonha. Existe nele uma sensação constante de que algo permanece incompleto. Ele não sabe o que é, nem de onde vem, apenas sente. Seu corpo dança em resposta a esse chamado silencioso, como se cada movimento tentasse tocar algo invisível.
O destino, no entanto, age de forma discreta. Em uma noite comum, em um bar qualquer, dois estranhos se encontram. Jeon reconhece imediatamente aquilo que sempre tentou capturar em seus quadros. Park sente, sem entender porquê, que aquele encontro carrega um peso que vai além do acaso.
Eles não sabem ainda que compartilham mais do que um momento. O que começa como um encontro casual se transforma, aos poucos, em uma aproximação marcada por silêncios, sensações inexplicáveis e uma familiaridade que nenhum dos dois consegue justificar. Porque há histórias que não precisam ser lembradas para serem sentidas. Elas apenas encontram um jeito de voltar.