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Lando Norris vive do impacto. No gelo, ele é velocidade, força e instinto - um dos nomes mais celebrados da NHL, acostumado a vencer sob holofotes intensos e aplausos ensurdecedores. Fora dele, prefere o anonimato possível, longe de salões silenciosos e códigos sociais que nunca aprendeu a decifrar.
Oscar Piastri-Verstappen, por outro lado, pertence ao mundo da imagem. Modelo internacional, rosto de campanhas de luxo e presença que transforma qualquer ambiente em vitrine, ele domina a arte de ser visto sem jamais se expor por completo. Sempre elegante, sempre contido, sempre à margem de si mesmo.
Eles nunca dividiram o mesmo espaço - apesar dos amigos em comum - até o jantar de gala que celebra os 26 anos de Charles Leclerc. Uma noite de luxo excessivo, refinamento calculado e relações cuidadosamente observadas. Convidado pelo irmão mais velho, Max Verstappen, Oscar entra naquele salão sem procurar ninguém.
Mas Lando vê.
Entre ternos escuros, cristais e silêncios caros demais, um par de olhos azuis e uma jaqueta branca capturam sua atenção de forma irreversível. Oscar não percebe o olhar. Não reconhece o nome. Não sabe quem Lando Norris é. E talvez seja exatamente isso que torna tudo diferente.
O que começa como curiosidade se transforma em desejo contido, em conversas inesperadas, em uma aproximação que desafia mundos opostos - o gelo e a seda, o corpo em colisão e o corpo em exibição, a brutalidade do esporte e a delicadeza calculada da moda.
Entre agendas lotadas, exposição midiática e a linha tênue entre ser observado e ser verdadeiramente escolhido, Lando e Oscar descobrem que algumas conexões não nascem do reconhecimento, mas do instante silencioso em que alguém finalmente vê você por inteiro.