Perfeitos
2 histórias
𝙋𝙀𝙇𝘼 𝙎𝘼𝘾𝘼𝘿𝘼 𝙀𝙍𝙍𝘼𝘿𝘼; 𝑪𝒉𝒂𝒓𝒍𝒊𝒆 𝑩𝒖𝒏𝒔𝒉𝒏𝒆𝒍𝒍 de _aleatorixy_
_aleatorixy_
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    Capítulos 77
Charlie Bunshnell tem notas impecáveis, é capitão do time de futebol da escola, o melhor aluno - o filho perfeito de pais empresários extremamente rígidos. Ainda assim, não importa o que faça, nunca é o suficiente para eles. Entre cobranças, silêncios frios e brigas que nunca chegam a lugar nenhum, Charlie só quer se sentir bem por alguns minutos. Fugir. Respirar. E que válvula de escape é melhor do que bebidas fortes, música alta e festas onde ninguém faz perguntas? Em uma dessas escapadas, bêbado demais para pensar direito, Charlie acaba entrando pela sacada errada. Yan Romanoff Moretti havia acabado de chegar àquele bairro elegante demais para parecer real. Casas silenciosas, ruas limpas, vizinhos educados - tudo calmo demais. Yan não era barulho. Era presença. Inteligente, irônico e cuidadoso, nunca precisou esconder quem era ou pedir permissão para existir. Enquanto alguns passam a vida tentando se descobrir, Yan sempre soube quem era. Naquela madrugada, com o álcool queimando a garganta e a cidade adormecida ao fundo, ele não esperava ter o quarto invadido por um estranho - desajeitado, bêbado, claramente perdido. Yan poderia ter gritado. Poderia ter mandado embora. Mas algo naquele garoto quebrado demais para fingir chamou sua atenção. Às vezes, a gente só entra no lugar errado para encontrar a pessoa certa.
𝐀 𝐑𝐄𝐆𝐑𝐀 𝐐𝐔𝐄 𝐄𝐔 𝐐𝐔𝐄𝐁𝐑𝐄𝐈; 𝘞𝘢𝘭𝘬𝘦𝘳 𝘚𝘤𝘰𝘣𝘦𝘭𝘭 de _aleatorixy_
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    Capítulos 56
Walker Scobell aprendeu cedo a não ficar. Não porque não quisesse - mas porque ninguém nunca ficou por ele. Com pais sempre ausentes e uma casa grande demais para o silêncio que carrega, Walker cresceu entendendo que apego cobra um preço alto. Charlie é a única constante. O resto vem e vai. Por escolha. Por controle. Pular de pessoa em pessoa é a forma que encontrou de não criar raízes onde sabe que nada permanece. Uma festa qualquer não deveria significar nada além de barulho, álcool e esquecimento. Matteo foi isso: uma distração bonita demais para durar. Sem laços, sem expectativas, sem depois. Exatamente do jeito que Walker sabe lidar. Só que o depois chega cedo demais. Na segunda-feira, Matteo aparece como aluno novo do segundo ano. E Walker, representante do grêmio, é obrigado a guiá-lo pelos corredores da escola - como se já não tivesse guiado aquele garoto para um lugar perigoso demais na própria cabeça. Matteo tenta encerrar tudo com naturalidade: foi só um lance de uma noite. Walker não discute. Não se explica. Apenas responde com a frieza que aprendeu a usar como armadura: Ele não come no mesmo prato duas vezes. Matteo Romanoff Moretti nunca precisou lutar para ser escolhido. Sempre teve presença, afeto e estabilidade - e, talvez por isso, nunca aprendeu a sustentar o que começa. Relacionamentos, para ele, só são leves enquanto não exigem constância. Permanecer dá trabalho. Compromisso pesa. Mas Walker não reage como o esperado. Não insiste. Não tenta. Não pede. E isso transforma o que deveria ter acabado em algo incômodo demais para ignorar. O que começa como curiosidade vira provocação. O que era jogo vira tensão. E quando Walker, contra todos os instintos, decide ficar, Matteo descobre tarde demais que algumas pessoas não sobrevivem a idas e vindas. Nem todo mundo foge porque não sente. Alguns fogem porque sentir já doeu demais.