Inacio09NH
Hong não está acostumado a ser visto de verdade. Ele aprendeu a existir com cuidado, a medir gestos, a guardar o que sente. Nut, ao contrário, chega com presença fácil, sorriso aberto e um jeito gentil de ficar. Quando os dois se aproximam, nada acontece de forma brusca. Tudo nasce devagar, como se ambos estivessem aprendendo a caminhar no mesmo ritmo.
O que começa como companhia cresce em silêncio. Olhares que se alongam, mãos que se procuram sem pedir permissão, conversas que ficam suspensas no ar. Nut sente primeiro, mas não apressa. Hong percebe depois, mas sente fundo. Cada encontro deixa algo marcado, cada despedida cria vontade de voltar.
O piano vira refúgio. O toque vira linguagem. O beijo, quando finalmente acontece, não é surpresa, é consequência.
Essa é uma história sobre gostar sem saber direito como. Sobre descobrir o outro e, no processo, se reconhecer. Sobre ficar, mesmo quando dá medo. E sobre um amor que não precisa ser dito alto para ser real.