si_monbel
O rapaz cobra de fato encontrava-se em meio a um beco sem saída, encucado com aquele dilema de anos, o evento canônico enfrentado por todos os homens gays: a paixonite por um cara hétero.
Norato certamente preferiria viver uma vida inteira com o coração quebrado pelo amor não correspondido a perder o melhor amigo de anos, Marcos, ou melhor, o Boto cor-de-rosa, como era conhecido na Academia, possivelmente pela fama de galanteador que conquistara ao longo dos anos. Ou era o que imaginava, até a fatídica festa de Iara, na qual qualquer tipo de revelação poderia ocorrer, principalmente entre dois jovens com desejos reprimidos e quatro paredes de um quarto de um estranho.
O que era para ser apenas uma "distração" ou "algo de uma noite só" acaba por se tornar o seu maior segredo. Ou, como ambos denominavam, seu pequeno doce segredo.