faiiirytopi4
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Aos 19 anos, Lucy Hunter perdeu tudo o que dava sentido ao seu mundo. Jovem, assustada e desesperadamente carente de algum tipo de amparo emocional, ela vê no grupo da prisão sua última chance de não desmoronar. Enquanto os outros sobreviventes tentam manter a rotina, os olhos de Lucy se fixam na figura mais fechada e impenetrável do lugar: Daryl Dixon.
Para Lucy, Daryl representa a força e a proteção que ela não consegue encontrar em si mesma. Ela passa os dias tentando ser útil, buscando motivos para estar perto dele, seja oferecendo ajuda para limpar as flechas ou tentando puxar conversas que ele corta com monossílabos. Ela busca uma conexão, um sinal de que não está sozinha no mundo, mas sua insistência beira o sufocamento.
Daryl, por outro lado, vê Lucy como um lembrete vivo da vulnerabilidade que ele tenta ignorar. Ele não sabe lidar com a carência dela e, quanto mais ela tenta se aproximar, mais ele se afasta, usando o trabalho pesado e as patrulhas solitárias como escudo. Para ele, a garota é "ruído" em um mundo que exige silêncio e foco; para ela, ele é a única âncora em meio ao caos.
O conflito explode quando Lucy, em uma tentativa desesperada de provar seu valor e ganhar a atenção de Daryl, coloca a si mesma e ao grupo em risco durante uma invasão ao bloco de celas. Forçado a resgatá-la, Daryl despeja sua frustração em palavras duras, deixando Lucy diante da cruel realidade: na prisão, a carência pode ser tão mortal quanto os errantes, e nem todo mundo quer ser o herói de alguém.