DiegoMissaci
A obra "Pêndulos" pode ser lida como uma travessia poética entre o tempo, a alma e a sombra. Nela, o tempo oscila como um pêndulo entre passado e presente, memória e esquecimento, dor e esperança. Os poemas percorrem um itinerário íntimo e feroz pelo território das emoções humanas - tristeza, fúria, desejo, fé e dúvida - denunciando as fragilidades e os paradoxos da existência.
As imagens oscilam entre o concreto e o simbólico, conduzem o leitor por ambientes de abandono, silêncios e tempestades internas, onde o sofrimento não é apenas um fardo, mas uma condição de acesso à transcendência e à compreensão.
Entre sombras e luzes, entre o sagrado e o profano, Pêndulos oferece um mergulho profundo na alma humana, propondo uma meditação sobre o tempo que não se esgota, sobre os segredos que carregamos e sobre a busca por sentido em um mundo em descompasso.