m3llyk
𝐋𝐔𝐍𝐀 𝐌𝐎𝐍𝐓𝐂𝐋𝐀𝐈𝐑 𝐒𝐈𝐋𝐕𝐀 é filha de Luiz Inácio Lula da Silva, mas crescer ao lado de um dos homens mais conhecidos da política brasileira nunca significou ter uma infância normal. Sua vida foi marcada por compromissos, ausências e pela sensação constante de que a política sempre ocupava o espaço que deveria pertencer à família.
Quando sua mãe, Victoria, morreu, Luna ficou ainda mais sozinha. Criada entre o pai e a madrasta, Janja, aprendeu cedo a conviver com a ausência emocional de Lula - até que, durante a adolescência, o abandono acumulado se transformou em ressentimento. Luna passou a odiar o pai por tudo o que perdeu, por tudo o que ele não esteve presente para impedir e, principalmente, por tudo aquilo em que sua vida se tornou por causa da política.
Ela nunca permitiu que Lula a exibisse como filha, nunca quis aparecer ao seu lado e fez questão de construir uma vida completamente distante dos holofotes.
Até que, anos depois, uma ligação desesperada de Janja muda tudo.
Lula está internado. Não poderá disputar a eleição. E, de repente, o partido precisa de um substituto.
O nome de Luna surge.
Ela recusa.
Recusa o partido. Recusa a candidatura. Recusa o sobrenome. E, acima de tudo, recusa a possibilidade de se tornar aquilo que passou a vida inteira odiando.
Mas então ela conhece Simone Tebet.
Uma mulher cuja inteligência, postura e maneira de enfrentar os próprios adversários despertam em Luna algo que ela jurou ter enterrado há muito tempo: seu senso de justiça.
Suas raízes.
Sua coragem.
Seu instinto de defender aquilo em que acredita.
Mas não se enganem: Luna não está defendendo o Brasil. Não está defendendo o partido. E muito menos está defendendo o próprio pai.
Ela está defendendo Simone Tebet.
𝗔 𝗦𝗨𝗔 𝗠𝗨𝗟𝗛𝗘𝗥.
E, mesmo odiando Lula com todas as suas forças, Luna talvez descubra que fugir de seu sangue nunca foi o mesmo que