liimaszkw
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Alisson Saunders nunca aprendeu a sentir pouco. Tudo nela vem em excesso: a forma como olha, a forma como reage, a forma como se entrega, mesmo fingindo que não liga. Cada gesto carrega intensidade, cada silêncio diz mais do que ela gostaria. De longe, dá pra ver que é uma tempestade - impulsiva, leal até o fim, mesmo carregando cicatrizes que ela prefere esconder do que explicar. Ela não gosta de falar sobre o que doeu, não gosta de expor fraquezas. Alisson sente primeiro, toma suas atitudes e pensa depois, como se o coração sempre estivesse um passo à frente da razão.
Max Mayfield nunca soube fugir quando sentia demais. Ela é como fogo; pra ser sincera, tá mais pra um incêndio. Existe algo nela que queima, que explode, que não sabe se conter. Sempre com ironia afiada e postura durona, engana fácil quem não presta atenção. Não abaixa a cabeça, não pede desculpa fácil e odeia demonstrar fraqueza. Max prefere parecer forte o tempo todo, mesmo quando cansa. Mas quando baixa a guarda, o coração fica inteiro exposto: intenso, teimoso e perigoso demais pra quem chega perto e resolve ficar.
Quando essas duas se cruzam, Hawkins vira o próprio caos. O ambiente muda, a tensão cresce e nada parece simples. O que importa são os olhares que desafiam, os silêncios que gritam mais que palavras, os olhares proibidos e as possíveis reconciliações de algo que elas nem têm culpa. Elas se enfrentam, se testam, se machucam e se afastam. Ainda assim, se escolhem. Mesmo quando tudo empurra elas pra longe, de algum jeito, elas se conectam de novo.