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Depois de seis anos tentando sobreviver longe da própria dor, Eduarda volta para a cidade onde tudo ainda tem o cheiro do luto que passou anos tentando evitar. A viagem de volta não é apenas geográfica, mas também é um retorno involuntário a memórias que ela tentou enterrar, a ruas que ainda sabem seu nome e a silêncios que nunca deixaram de gritar. O único ponto de apoio que restou intacto é Leonardo, seu melhor amigo de infância.
Lorena, que já não é mais a garotinha incômoda e tímida que Eduarda lembrava. Lorena, que carrega nos olhos um passado que as duas nunca compartilharam, mas que agora as obriga a se encarar. A convivência, antes inexistente, passa a ser inevitável. E, no meio de lembranças, culpas não ditas e ressentimentos que nenhuma das duas entende direito, nasce uma tensão fugaz, quase proibida.
Enquanto tenta aprender a viver com a ausência, Eduarda percebe que alguns fantasmas não moram no passado, mas nas pessoas que ficaram. E que voltar para casa significa, também, enfrentar sentimentos que nunca deveriam ter começado. Entre luto, reencontros e silêncios completos, Eduarda e Lorena vão descobrir que certas histórias não começam quando a gente se conhece, começam quando a gente finalmente para de fugir.