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Valyria ainda dominava o mundo quando Healyna Targaryen nasceu. Filha primogênita de uma das quarenta casas que controlavam dragões, ela veio ao mundo cercada por fogo, pedra negra e magia antiga.
Mas desde o primeiro dia, algo nela era diferente.
Healyna lembrava.
Lembrava de outra vida, outro corpo, outro nome. Rhaenyra Targaryen. A herdeira de Pedra do Dragão. A mulher que perdeu o trono. A mãe que viu seus filhos morrerem. A rainha devorada pelo próprio irmão. Essas memórias não eram sonhos. Eram claras, completas, constantes. Ela cresceu sabendo coisas que nenhuma criança deveria saber: que Valyria cairia, que o mar engoliria cidades, que dragões morreriam em massa e que apenas poucos escapariam da destruição.
Enquanto outras crianças aprendiam etiqueta e história oficial, Healyna estudava em silêncio os mapas do império, observava as disputas entre as casas e analisava quais famílias sobreviveriam e quais desapareceriam junto com o fogo do vulcão. Quando começaram a falar sobre seu futuro casamento, Healyna já tinha decidido: não seria usada como moeda política. Não repetiria a vida de Rhaenyra. Não confiaria seu destino a homens que a trairiam depois.