HannahSousa09
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πππ, sempre soube que sobreviver nΓ£o significava estar segura. Desde a infΓ’ncia, quando a Γ‘gua subiu rΓ‘pido demais e o mundo se fechou ao seu redor, ela carregou a sensaΓ§Γ£o de que algo ficou incompleto, como se uma parte de si tivesse sido deixada para trΓ‘s naquelas profundezas. NinguΓ©m jamais soube explicar como ela saiu viva. Blair tambΓ©m nΓ£o, e talvez fosse melhor nunca ter descoberto .
Anos depois, sua famΓlia deixa a FranΓ§a acreditando que distΓ’ncia seria suficiente para escapar do medo, do preconceito e das perguntas sem resposta. Derry surge como promessa de recomeΓ§o: uma cidade pequena e silenciosa, parecia apenas mais um lugar minΓΊsculo demais para se fazer perguntas.
Mas Derry sempre faz perguntas.
E cobra respostas;
De um jeito ou de outro .
Blair sentiu isso desde o primeiro dia naquele cidadezinha estranha. Seja nos olhares que duram um segundo a mais. Nos lugares que ninguΓ©m frequenta. Na Γ‘gua parada que parece a observar de volta. Em Derry, o medo nΓ£o se anuncia, ele espera e nΓ£o se sabe dizer se isso Γ© cruel ou tranquilizador.
Γ πππππ ππππ quem percebe primeiro que Blair nΓ£o pertence Γ cidade do jeito que os outros pertencem. Judeu como ela, criado nas mesmas regras propriamente ditas e negaΓ§Γ΅es cuidadosas, Teddy conhece Derry o suficiente para saber quando algo estΓ‘ errado, quer dizer, mais errado que o normal. Ele nΓ£o a pergunta sobre a FranΓ§a. NΓ£o pergunta sobre a quase morte.Ele apenas fica. E, em Derry, ficar Γ© um risco, para qualquer um.
Γ medida que desaparecimentos voltam a ser tratados como acidentes e memΓ³rias comeΓ§am a falhar, Blair passa a desconfiar que a cidade nΓ£o a escolheu por acaso. Algo a reconheceu. Algo que nΓ£o ficou do outro lado do oceano. Teddy tambΓ©m sente a estranha certeza de que algumas pessoas nΓ£o sΓ£o seguidas pelo mal, mas chamadas por ele.
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