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Catarina cresceu como uma garota doce, excessivamente protegida, criada para acreditar que o mundo era seguro desde que obedecesse às regras certas. Mas quando tudo o que a mantinha intacta desmorona, ela descobre que inocência não é virtude, é fraqueza. Para sobreviver, Catarina precisa aprender rápido: a mentir, a fugir, a lutar e, principalmente, a não confiar.
É nesse ponto de ruptura que seu caminho cruza com um grupo de crianças abandonadas, moldadas pela fome e pelo esquecimento. Elas transformaram o furto em linguagem, a lealdade em lei e um galpão esquecido nas docas em lar. Ali, Catarina encontra Timothée, o líder do grupo, um garoto forjado pela violência, que carrega nos ombros a responsabilidade de manter todos vivos, custe o que custar. Ele rouba não por ganância, mas por necessidade.
Quando Catarina e Timothée cometem o erro de roubar do homem errado, não perdem apenas a liberdade: são engolidos pelo submundo do tráfico, onde vidas são moeda e escolhas não existem sem consequências. É ali que ambos são quebrados e reconstruídos. Catarina aprende a endurecer para não morrer; Timothée aprende que liderar também significa manchar as mãos de sangue.
Anos depois, a guerra de gangues divide a cidade. Catarina agora luta para não voltar a ser vítima de um sistema que a moldou à força. Timothée comanda para não ser descartado por ele.
Uma história brutal sobre escolhas impossíveis, lealdade forjada na dor, redenção manchada de sangue e um amor que insiste em sobreviver, mesmo quando nasce do ódio.