coffeeprincessss
Tudo muito bom, tudo muito bem.
É carnaval no Brasil.
Bateria batendo no peito, grave atravessando o asfalto, bloco apertado demais pra respirar direito. Glitter grudado na pele, confete e serpentina caindo como chuva, suor colando roupa no corpo e muita bebida. Um caos vivo, do tipo que só a melhor festa do mundo entrega.
Carlos tem duas missões: manter todo mundo vivo e aproveitar a folia. Enquanto isso, aguenta as provocações constantes do próprio namorado, Charles, que divide o tempo entre inferniza-lo e se jogar no carnaval ao lado dos melhores amigos, Lando e George.
A festa era obrigatória e sagrada para eles. Dançavam sem pudor, cantavam alto demais e se entregavam como se o mundo acabasse no fim do bloco.
A poucos metros dali, dois estrangeiros tentam entender o conceito de espaço pessoal brasileiro.
Oscar observa tudo intrigado, fascinado pela intensidade e pela liberdade sem filtro. Max mantém a cautela, atento ao caos da multidão, mas o brilho curioso no olhar entrega que talvez não esteja tão resistente quanto gostaria.
Eles acabam de chegar ao bloco mais lotado da cidade.
E, no que parece mais alinhamento do universo do que acaso, eles encontram exatamente o que nem sabiam que estavam procurando.
Entre provocações, olhares demorados, esbarrões nada acidentais, suor e muita música, o carnaval faz o que sempre faz:
bagunça destinos.
Afinal, toda folia guarda uma surpresa.
TWO SHOT