raposa_de_ouro
- Reads 191
- Votes 27
- Parts 34
No recanto mais esquecido da Grand Line, onde o tempo parece hesitar e o vento sopra como um sussurro de luto, três almirantes - Akainu, Aokiji e Kizaru - mergulham em uma investigação silenciosa em um entreposto abandonado pela Marinha. Registros sumiram como poeira nas marés do destino... e o ar, carregado de ferrugem e silêncio, parecia prenunciar algo além da compreensão.
Nada indicava armadilha. Nenhum som, nenhum movimento. Até que a porta de aço caiu com um estrondo seco - selando-os vivos numa sala que não era depósito, mas um antigo laboratório criogênico. Um visor acende no fundo: os números despencam rumo ao zero absoluto. A temperatura cai, impiedosa. O gelo se forma, os pulmões falham, os gritos por socorro se perdem na névoa branca.
As mãos tremem. As respirações se tornam fracas. Um a um, escorregam pelas paredes até o chão, sentados, lado a lado, as cabeças caídas nos ombros uns dos outros - como crianças com medo do escuro. Suas mãos se apertam num pacto silencioso de dor. O gelo cobre seus corpos como mortalha. Os cílios se enchem de cristais. Os olhos fecham. O sono congela.
Mas do outro lado da Grand Line, os almirantes da nova e da velha geração sentem o desequilíbrio. Um Den Den Mushi chia com um sussurro gélido, fraco, carregado de agonia. Um pedido de socorro quase apagado.
Então começa a corrida contra o tempo.
No entreposto, portas são arrombadas, o frio vaza pelas frestas como um veneno azul. Os corpos dos três almirantes são encontrados sentados no chão, cobertos por camadas de gelo tão espessas que mal se vê o humano sob elas. Seus rostos são serenos como os de crianças adormecidas - mas seus corações quase não batem mais.
Entre o silêncio do gelo e o eco do desespero, resta a pergunta: **quem salvou quem?**
---