goldenboyz
Na noite de Halloween, um grupo de jovens cruza os limites da cidade para uma festa em um manicômio abandonado, um lugar onde a loucura não foi curada, apenas encarcerada. O prédio não está vazio. Ele abriga algo antigo, faminto e plural: entidades que não apenas matam, mas brincam, observam e aprendem.
Desde a primeira hora, o manicômio começa a agir. Portas se fecham sozinhas, corredores se distorcem, o tempo falha. Vozes sussurram segredos íntimos, arrancam culpas, provocam desejos proibidos. O terror não se manifesta de uma única forma: há presenças invisíveis, aparições físicas, jogos mentais e, pior, a possessão. Um deles deixa de ser apenas vítima e torna-se arma. O grupo se vê diante do impensável: sacrificar alguém que ama para sobreviver.
À medida que o medo se intensifica, a união se desfaz. Eles se separam - por escolha ou desespero - em duplas frágeis, alianças momentâneas e solidões mortais. Cada caminho aprofunda o psicológico: o controle se transforma em paranoia, o humor vira crueldade, o amor vira dependência, a lealdade vira condenação. As entidades se adaptam a cada fraqueza exposta, manipulando comportamentos até que os próprios personagens passem a duvidar de si mesmos.
A morte não é imediata. Ela persegue. Alguns escapam por instantes, acreditam ter vencido, apenas para perceber que o manicômio não precisa de paredes para continuar caçando. A próxima falha, o próximo erro, a próxima noite - tudo já foi marcado.
Um a um, eles caem. Alguns lutam. Outros enlouquecem. Alguns imploram.
No fim, apenas um sai vivo.
Não como herói.
Mas como alguém quebrado, marcado e permanentemente ligado ao que despertou naquela noite.
Esta é uma história sobre escolhas impossíveis, sobre o horror de amar quem precisa ser destruído, e sobre a verdade mais cruel de todas:
às vezes, sobreviver é apenas adiar o inevitável.