simsoueuH
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Naquela cidade, ninguém nascia neutro. Ao primeiro choro, já se sabia. Havia os de fogo, com olhos que ardiam antes mesmo de entender o que era desejo. Os de água, que aprendiam a fluir antes de aprender a andar. Os de terra, firmes como promessa antiga. E os de ar, leves, quase impossíveis de segurar. Era simples, bonito e, mais que isso, funcional.
Foi nessa cidade perfeitamente organizada, onde cada um deveria saber exatamente quem era, que dois elementos imperfeitos se aproximaram.
Não por destino, nem por profecia, mas por acaso.