Akuma46
Akuma vive dentro de um disfarce cuidadosamente calculado. Durante o dia, ela se apresenta como uma aluna comum: silenciosa, retraída, aparentemente frágil. Não tem amigos. Os parentes a desprezam. Na escola, o bullying é constante - inclusive vindo da própria irmã, que alterna gentileza e crueldade conforme o ambiente. Akuma não reage. Não por fraqueza, mas por método. Observa, memoriza, ajusta.
À noite, o teatro termina.
Akuma é uma assassina de aluguel por escolha. Fria, consciente e precisa, ela planeja cada detalhe: horários, rotas, ângulos. A violência é funcional. O medo surge antes dela - ela apenas confirma. Não há pressa, culpa ou dúvida. Apenas controle.
As duas vidas não entram em conflito. Elas se alimentam. O desprezo do dia mantém a máscara intacta; a máscara garante acesso. Enquanto todos a enxergam como vítima, Akuma decide quem implora - e quando o silêncio começa.
Quando alguém percebe que a garota silenciosa nunca foi inocente, já é tarde demais.
Akuma continua.
Funcionando.