Babi_lonica
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Há muito tempo, antes de reis nascerem e impérios receberem seus nomes, existiu um conquistador conhecido apenas como o Imperador Vermelho. Foi ele quem unificou terras de monges e povos nômades sob o estandarte do Império Honghwa, dando início a uma era de glória construída sobre sangue.
Ao sul do império existia Hwayeom, a Ilha das Chamas. Seu povo dizia carregar nas veias a bênção da Fênix, a deusa que lhes permitia tocar o fogo sem que a pele se consumisse. Conta-se que a rainha Tcheang entregou sua terra ao Imperador não pela espada, mas pelo amor, e que, quando ele partiu, lançou-se à morte incapaz de suportar um coração abandonado.
Séculos depois, durante a Segunda Papaveris, Hwayeom desapareceu em uma única noite. A versão oficial dizia que a Federação Kaien havia exterminado todos os hwayeomeses. A verdade, porém, jamais foi escrita nos livros: a ilha foi sacrificada pelo próprio Império Honghwa para salvar o continente. Milhares morreram para que Valthera entrasse na guerra.
Ninguém lamentou.
Afinal, diziam que os filhos de Hwayeom eram selvagens. Sedentos por sangue. Incapazes de obedecer.
Mas o Imperador Dragão não os temia por sua violência.
Temia seu poder.
Porque a Fênix nunca concede um presente sem exigir outro em troca.
Ela dá. Mas também tira.
O fogo que aquece é o mesmo que reduz cidades a cinzas. O poder que salva uma vida exige outra em sacrifício. O que a Fênix reclama não são orações, ouro ou devoção.
São almas.
Um dia, quando as antigas chamas voltarem a arder, um poder inimaginável será oferecido novamente.
E seu preço será sangue e fogo.
Porque das cinzas viemos.
E para as cinzas, inevitavelmente, retornaremos.
⚠️Atenção⚠️
Essa história pode conter:
• Mortes;
• Tortura em massa e de diversos tipos em geral;
• Guerra;
• Linguagem imprópria;
• Drogas;
•Automultilação;
• Pensamentos suicidas;
• Abuso psicológico;
• Violência física;
• Violência