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Ana Paula jurou para si mesma que, depois do término, não tomaria mais decisões questionáveis. Esse pensamento durou cerca de três dias, porque Jonas apareceu antes que ela pudesse cumprir a promessa.
O que começou como uma distração conveniente - alguns encontros casuais, algumas noites divertidas e a certeza de que nenhum dos dois queria algo sério - deveria ter terminado ali. Sem expectativas. Sem dramas. Sem mensagens às três da manhã.
Mas então a sua melhor amiga decide acompanhar a turnê do namorado, um renomado cantor sertanejo, e convence Ana a ir junto. Afinal, passar algumas semanas viajando pelo país parece mais interessante do que seguir lamentando férias canceladas e um coração partido.
O plano era simples: conhecer lugares novos, esquecer o ex e, principalmente, manter distância de problemas.
Infelizmente, Jonas é a dupla de Jonathan. Bronco, debochado e dono de um charme que deveria ser considerado uma infração administrativa, ele atravessa a vida como quem atravessa uma porteira: sem pedir licença e sem olhar para trás. Criado no interior de Goiás, milionário por sorte e mulherengo por vocação, o loiro coleciona histórias ruins, decisões ainda piores e um currículo amoroso que faria qualquer terapeuta desistir da profissão.
Contudo, quando surge a oportunidade de protagonizar uma coluna voltada para relacionamentos, Ana encontra a pauta perfeita bem diante dos seus olhos.
Afinal, quão difícil pode ser fazer um homem que nunca levou ninguém a sério perder o interesse depois de dez dias de paixão intensiva?
A resposta seria simples, se Jonas não estivesse tentando vencer a própria aposta. Agora, enquanto ela precisa fazê-lo se desapaixonar, ele precisa provar que é capaz de manter uma mulher consigo. O resultado é um jogo de manipulações, provocações e interesses velados em que ambos acreditam estar usando o outro.