parachuteliars
"... Houve um momento em que a morena se virou de frente para ela. Eduarda percebeu os lábios de Lorena se mexendo, comentava com entusiasmo sobre alguma coisa que a ruiva não foi capaz de decifrar, mas que apostou ter relação com a paisagem a frente delas ou com o filme que assistiram; sua mente tornou-se um tremendo branco quando notou que os olhos verdes refletiam uma luz tão vívida, convidativa, tão intensa quanto o brilho do astro que admiravam naquela noite, como se todos os outros sentidos tivessem sido reduzidos e seu cérebro estivesse focando unicamente na visão para capturar todas as mínimas expressões daquele rosto. O coração da ruiva disparou. Uma ansiedade a dominou. Ali, naquele instante, percebeu que amava Lorena.
Num gesto natural, ela a abraçou. Apertou o corpo da mais alta contra o seu para que ela sentisse o que tinha acabado de perceber. Lorena soltou um riso descontraído quando Eduarda as guiou para a cama, deixando que seus corpos caíssem ali, ainda entrelaçados, com a policial ficando por cima de si."
Ou, o primeiro "eu te amo" de Eduarda Fragoso e Lorena Ferette.