sugurw
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Ele ouve minhas confissões.
Agora ele não consegue mais ignorá-las.
Continuo indo à igreja.
Não falo. Não me confesso. Apenas me sento lá - perto o suficiente para me lembrar de como era ser dele.
O padre Geto Suguru acha que pode manter nosso relacionamento profissional.
Comedido. Contido. Santo.
Não sou nada disso.
Sou Gojo Satoru - o tecnocrata dos Libertines. Vivo nas sombras, quebro sistemas e protejo meus amigos a qualquer custo. Ainda acredito em Deus. Só não o perdoo por tirar de mim o homem que amo.
Suguru é disciplina e devoção.
Eu sou desejo, ressentimento e tudo aquilo que ele nunca deveria ter desejado.
Fomos meninos juntos. Viramos namorados.
Depois, nada que nos fosse permitido ter.
Agora estamos orbitando um ao outro novamente por trás de um confessionário - através do silêncio, do ritual e de tudo o que nos recusamos a dizer em voz alta. Cada olhar se prolonga. Cada limite se distorce. E cada vez que ele me diz não, dói mais do que da última vez.
Por que aquele padre de mãos firmes e voz calma? Ele se lembra de mim.
E então cruzamos uma linha que ambos conhecemos de cor.
Se ele me fizer escolher entre perdê-lo de novo...
ou ceder a algo que não podemos desfazer...
Eu já sei qual pecado vou cometer.