rai6543
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Jungkook nunca acreditou em coincidências.
Para ele, tudo era cálculo. Pessoas eram peças. Sentimentos, fraquezas exploráveis. O mundo funcionava melhor quando obedecia às suas regras - e quem não obedecia, simplesmente deixava de existir nos bastidores que ninguém ousava mencionar.
Por trás do título de CEO exemplar, existia algo que não aparecia em relatórios nem em reuniões de conselho. Um império construído no silêncio, no medo e em acordos selados com sangue. Jungkook não sujava as mãos à toa. Ele mandava. Outros executavam.
Frio. Meticuloso. Intocável.
Até Jimin.
Desde o primeiro momento, Jungkook percebeu. Não foi a beleza - ele já tinha visto muitas. Foi o olhar. Aquele tipo raro de coragem que nasce da dor, não da arrogância. Jimin não se curvava. Não implorava. Não pertencia a ninguém.
Isso o tornava perigoso.
Jungkook observava em silêncio, calculando cada gesto, cada palavra, cada passo do rapaz dentro da empresa. Jimin achava que estava subindo por mérito - e estava - mas também estava sendo puxado para mais perto do centro do caos.
Porque Jungkook não queria quebrá-lo.
Queria possuí-lo.
Não como se possui algo frágil, mas como se reivindica algo raro. Algo que não se encontra duas vezes. Jimin era luz em um mundo de sombras - e Jungkook decidiu que essa luz lhe pertenceria, mesmo que para isso tivesse que manchá-la.
Ele não ofereceria amor.
Não prometeria salvação.
Apenas um lugar ao seu lado...
ou sob seu domínio.
E quando Jimin cruzou definitivamente a linha que separava o corporativo do submundo, Jungkook soube: não havia mais volta para nenhum dos dois.
Dois mundos quebrados não se encontram para se curar.
Eles se encontram para se destruir juntos.
E Jungkook...
sempre vence.