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The Wrong Jung │Chiyeon - babymonster by lluvvthe
lluvvthe
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Pharita quebrou Chiquita de um jeito que ninguém viu, mas que todo mundo sentiu. Foi um estouro silencioso, do tipo que deixa o peito ecoando por dentro. Dois anos de namoro jogados no chão com um beijo escondido - e não em qualquer boca. Pharita traiu Chiquita com a única garota que Ahyeon, sua irmã, amava em segredo, no escuro, do jeito mais solitário possível. E naquele instante, alguma coisa em Chiquita morreu. Outra coisa nasceu. O nome disso? Ódio. Ela odiou Pharita, claro. Mas não parou aí. Odiou tudo que lembrava ela. O sobrenome. A família. A Ahyeon, que sempre a olhou como se soubesse de alguma coisa que ela não sabia. Ahyeon, que odiava Chiquita desde o início. Que nunca escondeu o desprezo. Que sempre teve aquela cara de quem torcia pra tudo desmoronar. E quando desmoronou, foi ela quem ficou do outro lado da sala, cruzando os braços, dizendo: "Eu avisei." Só que a dor delas tinha o mesmo gosto. E é aí que tudo começa a sair do controle. Elas decidem fingir. Fingir que se amam. Fingir que estão juntas. Fingir tão bem que ninguém duvide - nem mesmo elas. Começa com fotos forçadas, provocações públicas, sorrisos ensaiados pra doer em quem assiste. Um jogo de ego e vingança, onde cada toque é um ataque. Só que o jogo não para onde deveria. Nunca para. Chiquita começa a olhar demais. A pensar demais. E Ahyeon começa a vacilar. As respostas dela já não vêm tão afiadas. Os olhares duram um segundo a mais do que deveriam. E é nesse meio do caminho - entre a mentira e o que talvez nunca foi - que a verdade encosta no peito de Chiquita feito uma lâmina: Talvez o erro nunca foi amar uma Jung. Talvez o erro foi ter amado a errada. A mentira começa a doer mais que a traição. E no fundo do ódio, as duas descobrem que a raiva sempre foi só um disfarce pro que elas nunca tiveram coragem de sentir de verdade.
Acordo Real' Chiyeon - Babymonster  by lluvvthe
lluvvthe
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    Parts 28
Ahyeon nunca duvidou do próprio destino. Desde criança, foi educada para governar ao lado de um príncipe forte, respeitável, alguém que representasse exatamente o que esperavam dela. Amor não era prioridade, mas o ideal masculino fazia parte da promessa. Quando o tratado entre reinos exige uma aliança imediata, Ahyeon acredita que finalmente chegou sua vez. Mas o acordo não vem com um príncipe. Vem com a Chiquita. Princesa de um reino distante, madura demais para a própria idade, feminina demais para se encaixar nas expectativas de Ahyeon, e perigosamente à vontade dentro de um casamento que nunca pediu. A união é anunciada como estratégica, impecável aos olhos da corte - e vazia por dentro. Um casamento de fachada, sustentado por um acordo claro: nenhuma exigência, nenhuma fidelidade, nenhum sentimento envolvido. Chiquita aceita sem resistência. Vive, sorri, deseja. Ahyeon suporta. Até perceber que suportar não é o mesmo que ser indiferente. Cada mulher que se aproxima de Chiquita, cada rumor que atravessa os corredores do palácio, cada noite em que sua esposa não retorna aos aposentos reais começa a corroer algo que Ahyeon não reconhece de imediato. Não é raiva. Não é posse declarada. É um incômodo constante, crescente, impossível de ignorar. O que deveria ser apenas política se transforma em um jogo silencioso de olhares, controle e ciúme mal disfarçado. E quanto mais Ahyeon tenta se agarrar ao ideal que sempre acreditou querer, mais claro se torna que o verdadeiro risco daquele casamento não está na quebra do tratado - mas na possibilidade de desejar exatamente aquilo que jurou nunca precisar.