D_Velaryon
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âââââ209 d.C. (Depois da Conquista)
Porto Real ainda vestia o negro do luto.
Um mĂȘs havia se passado desde a morte repentina de Lady Dyanna Dayne, e, mesmo assim, o silĂȘncio na Fortaleza Vermelha nĂŁo era de respeito era de cĂĄlculo. Cada corredor guardava sussurros, cada olhar pesava decisĂ”es que nĂŁo ousavam ser ditas em voz alta.
O rei Daeron II Targaryen passava longas horas diante das janelas do Salão do Trono, observando uma cidade que jå não temia dragÔes. Os céus estavam vazios havia geraçÔes, e o mundo havia mudado. Sem fogo para impor respeito, restava apenas o sangue e o sangue precisava continuar.
Seu quarto filho, o prĂncipe Maekar Targaryen, era agora viĂșvo. Um homem endurecido pela guerra, moldado por disciplina e deveres que jamais escolhera. Tinha seis filhos quatro meninos e duas meninas e ainda assim o conselho murmurava.
Foi assim que surgiu a ideia que, a princĂpio, ninguĂ©m quis aceitar.
Casa Lothston.
Um nome envolto em desprezo e temor. Uma linhagem marcada por loucura, visÔes e tragédias antigas. Diziam que eram amaldiçoados e diziam coisas piores sobre Aemethys Lothston.
Maluca.
Desorientada.
Sonhadora demais.
Com apenas dezenove anos, ainda assim, era considerada a mais "normal" de sua casa. A menos pior. A escolhida.
Aemethys vivia em silĂȘncio. Usava vĂ©us escuros e mantinha os olhos baixos, como se temesse o mundo ou como se o mundo devesse temĂȘ-la. Seus olhos violetas, raros atĂ© entre os Targaryen, jamais se fixavam em alguĂ©m por muito tempo.
NĂŁo por timidez.
Mas por misericĂłrdia.
Aemethys sonhava.