JeanMaz
Ele só queria chegar ao trabalho.
Mas quando o universo decide escolher uma vítima, não há despertador, ônibus, cachorro, marmita ou patrão que consiga sair ileso.
Sem nome, sem sorte e aparentemente sem qualquer proteção divina, o narrador de Diários de um Coitado registra os episódios mais absurdos da própria rotina: atrasos catastróficos, vexames públicos, encontros traumáticos com animais, trabalhos impossíveis e pequenos milagres vindos justamente de onde ele menos espera.
Entre lama, ônibus lotado, mochila destruída e dignidade em estado terminal, ele tenta sobreviver a mais um dia comum - comum, claro, para quem nasceu com o azar batendo ponto antes das seis da manhã.
Uma comédia sobre fracassos cotidianos, humilhações sinceras e a arte questionável de continuar seguindo em frente quando até a poça d'água parece ter planos contra você.