jonatasmoura
Prefácio
Existem histórias que terminam. Outras simplesmente nunca começam. Entre esses dois extremos existe um território silencioso, difícil de localizar no mapa e impossível de esquecer. É ali que o "quase" habita.
Este livro nasceu desse lugar.
Não é um registro de um amor completo, nem um diário de uma despedida. É a tentativa de dar forma àquilo que permaneceu quando as respostas faltaram. Aos encontros que aconteceram uma única vez, às conversas interrompidas, aos silêncios que disseram mais do que muitas palavras e às versões de uma história que só existiram na imaginação.
Durante muito tempo, pensei que escrever fosse uma maneira de permanecer preso ao passado. Com o tempo, descobri o contrário. Cada poema retirava um pequeno peso do peito e o transformava em tinta. O que antes era um lugar de dor tornou-se um lugar de compreensão.
Por isso, estas páginas não procuram responder à pergunta "e se?". Elas apenas caminham ao lado dela.
Talvez você encontre alguém nestes versos. Talvez encontre uma lembrança, um nome, um sorriso ou uma despedida. Mas espero, acima de tudo, que encontre a si mesmo. Porque todos carregamos um "quase": uma conversa que não aconteceu, uma coragem que chegou tarde, um abraço que nunca veio ou um sonho que mudou de caminho.
Este livro é um convite para visitar esse lugar sem a obrigação de permanecer nele.
Se, ao fechar a última página, você perceber que alguns "quases" não existem para nos aprisionar, mas para nos transformar, então estas palavras terão encontrado o seu destino.
Seja bem-vindo.
Onde o "Quase" Habita.