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Sofia amava a vida que tinha. Valorizava os amigos, a cumplicidade da irmã e o privilégio de morar a poucos passos da praia. O vento que tocava seu rosto ao abrir a janela do quarto era um lembrete diário de sua liberdade. Sem precisar dar explicações a ninguém, ela simplesmente pegava a prancha e se entregava ao mar a qualquer hora do dia.
Agora, na chegada dos seus dezessete anos, algo mudou. Ela decidiu que era hora de fazer algo diferente. Desde os dez anos não comemorava um aniversário com festa ,não por falta de dinheiro ou de tempo, mas por puro desinteresse. Contudo, mais amadurecida, o desejo renasceu. Sofia não queria apenas celebrar; ela queria que seus amigos mergulhassem no seu mundo e curtissem, juntos, o estilo de vida que ela tanto amava.
Ela só não imaginou que essa mesma festa arruinaria a calmaria dos seus dias. Entre a música, a euforia e as escolhas erradas daquela noite, Sofia acabou cruzando uma linha perigosa: ela dormiu com o namorado de sua irmã, Brida. O vento na janela na manhã seguinte já não traria a mesma sensação de liberdade; traria o peso da culpa.
É só restava a ela, lidar com isso.