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𝐍𝐅𝐏 ๋࣭ ⭑ 🃏 𓏼 O Coringa não pertence a nenhum naipe, não possui valor próprio, mas pode assumir o valor de qualquer carta. Existem dois em cada baralho e, em Borderland, um deles é Kawase Kiyomi.
﹙📱﹚ 𓋰 Criada em uma família perfeitamente comum, Kiyomi nunca teve grandes motivos para se tornar aquilo que se tornou. Inteligente, observadora e dona de uma facilidade quase irritante para perceber o que as pessoas queriam ouvir, ela descobriu cedo que mentiras eram mais fáceis quando se sabia exatamente o que alguém queria acreditar. Primeiro vieram as pequenas. Depois, as maiores. E, quando percebeu, manipular pessoas havia deixado de ser uma habilidade e se tornado sua forma de sobreviver.
﹙🎭﹚ 𓋰 Até que um desastre em Tokyo a leva para um lugar onde sobreviver deixa de ser apenas uma questão de saber mentir.
﹙🎆﹚ 𓋰 Em Borderland, cartas determinavam os jogos, os naipes definem seus desafios e cada erro pode custar uma vida. Kiyomi conhece as regras, ou, pelo menos, sabe o suficiente para fingir que conhece. Depois de vencer alguns jogos, porém, sua escolha não foi voltar para o mundo real com sua vida monótona, mas sim permanecer na fronteira, e se tornar uma parte do jogo.
﹙🎴﹚ 𓋰 Agora, como a carta do Coringa, Kiyomi pode ser aquilo que os outros precisam que ela seja: aliada, inimiga, jogadora, recrutadora, mentirosa ou salvadora. E talvez essa seja justamente a razão pela qual ninguém consiga prever de que lado ela está.
﹙☠️﹚ 𓋰 Até conhecer Arisu Ryohei, alguém que confia nela com uma facilidade que deveria ser irritante. Acostumada a descobrir o que os outros querem ouvir e usar isso a seu favor, Kiyomi se vê diante de alguém de que não parece exigir nenhuma versão específica dela. E talvez esse seja seu maior medo: descobrir que, pela primeira vez, ela não quer enganar alguém, mas sim ser digna da confiança que recebeu.