StrangeThor
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Eleanor Grace foi criada para acreditar que o mundo termina nos muros de um convento e que tudo o que existe além deles é tentação, ruído e pecado. Abandonada ainda bebê, moldada pela fé e pelo silêncio, ela aprendeu a chamar de vontade divina aquilo que nunca teve escolha.
Arthur Morgan sabe exatamente o que o mundo é. Um lugar sujo, violento, onde homens como ele não passam pelos portões dourados. Ele carrega erros demais, sangue demais, passado demais. Não é um santo, nunca tentou ser. Apenas sobrevive.
Eles não pertencem ao mesmo lado da salvação.
Quando seus caminhos se cruzam, Eleanor descobre que a fé não a protege de tudo, e Arthur percebe que até os condenados podem encontrar algo que pareça redenção, mesmo que tarde demais. Entre orações murmuradas e silêncios carregados, nasce um vínculo desconfortável, intenso e perigosamente humano.
Ela é a graça que nunca pediu.
Ele é o pecado que nunca se arrependeu completamente.
E quando o amor surge no lugar mais improvável, ambos precisam decidir se permanecem presos às correntes que o mundo lhes impôs ou se ousam uma fuga imperfeita, dolorosa e profundamente verdadeira.
Porque algumas almas não entram juntas pelos portões do céu.
Mas ainda assim escolhem caminhar lado a lado enquanto o inferno dura.
"You and me, we're not the same
I am a sinner, you are a saint
When we get to the pearly gates
You'll get the green light
I'll get the old door in the face"
(Mother Mother - Problems)