Lista de leituras de jj_noir
5 stories
Off Record - Shortfic | Yoongi [+18] by jj_noir
jj_noir
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Kim Eun-jae conhece o som do fracasso. Aos 28 anos, sua rotina é ditada pela precisão fria dos compressores e a matemática das frequências nos estúdios da HYBE. Ex-trainee descartada aos 23 anos sob o rótulo cruel de "velha demais", ela enterrou o sonho de ser main vocal sob camadas de ressentimento e o cheiro persistente de tabaco de baunilha. Para sua família bem-sucedida, ela é o desvio no caminho; para a indústria, ela é apenas a técnica invisível que limpa os erros dos outros. Eun-jae não odeia o sucesso - ela odeia o fato de que, para ela, a música se tornou um escritório gelado enquanto para outros, é um altar. Min Yoongi é o ápice de tudo o que Eun-jae perdeu. Aos 32 anos, o ídolo global e produtor visceral vive sob a luz quente dos holofotes e a liberdade do caos criativo. Quando a empresa os força a trabalhar lado a lado no novo projeto do grupo, o estúdio se torna um campo de batalha. Eun-jae o vê como um invasor arrogante: por que alguém que já tem o mundo quer também o controle da mesa de som? Para ela, ele é a sorte; para ele, ela é uma máquina técnica que esqueceu como sentir. Entre brigas por uma nota fora do tom e madrugadas silenciosas mergulhadas em café frio, a tensão entre os dois se torna física. O contraste é inevitável: as mãos gélidas de Eun-jae - herança de anos de privação e circulação ruim - encontram o calor constante das mãos de Yoongi sobre o teclado. O muro de gelo de Eun-jae começa a rachar em uma noite fatídica, quando Yoongi a flagra na cabine de gravação, cantando para as sombras as músicas que ela nunca teve coragem de lançar. Ao ouvir a voz que a indústria tentou calar, Yoongi não vê mais uma assistente rígida, mas uma artista ferida com um talento devastador. Nesta dança de toques acidentais e sensibilidades compartilhadas, eles descobrirão que a música mais bonita não nasce da perfeição técnica, mas das cicatrizes que ambos tentam esconder.
Pai por Acaso | Namjoon [+18] by jj_noir
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Namjoon ainda consegue fechar os olhos e sentir o peso do corpo de Jia contra o dele naquele quarto abafado em Busan. O cheiro de chuva batendo no vidro, o hálito quente de uísque e o desespero de quem tinha o exército batendo à porta na manhã seguinte. Ele a convidou para sair porque ela era a fã mais linda que já tinha visto, mas terminou a noite perdido nela, ignorando qualquer cautela em nome de um último momento de liberdade. O que era para ser uma despedida febril tornou-se um silêncio de três anos. O reencontro não acontece sob as luzes do palco, mas sob a frieza de uma clínica de DNA. Entre o cheiro de antisséptico e o pânico sufocante, Namjoon não encontra apenas Hyun - uma criança que é a sua cópia desastrada, tropeçando no próprio pé e ajeitando os cabelos com o seu exato tique nervoso. Ele reencontra a mulher que nunca saiu de sua memória. Ao ver Jia novamente, o desejo colide com uma culpa avassaladora. Ela não é mais a menina que sorria na primeira fila; é uma mulher que aprendeu a ser rocha, que exala uma força silenciosa e um instinto protetor que Namjoon nunca chegou a conhecer. Desnorteado com o novo caos de sua vida, ele se vê diante de um desafio maior que qualquer turnê mundial: compensar mil dias de ausência. Namjoon quer ser o apoio que ela nunca teve, quer ser o pai que o menino merece e ao mesmo tempo tocar sua carreira, mas como conciliar a responsabilidade de criar uma vida com a descoberta de uma paixão?
HOPE! | J-Hope [+18] by jj_noir
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Song Yoonchae é mestre em esconder imperfeições. Aos 23 anos, ela não é apenas uma sombra nos bastidores do BTS; ela é a promessa silenciosa da nova geração da moda coreana, o diamante bruto lapidado por mãos de ferro para um dia herdar o trono da alta-costura - sua vida é discreta, tecidos e uma disciplina inquebrável. J-Hope, porém, é o Sol. Uma divindade de 32 anos que domina palcos e nações com uma precisão implacável. Longe dos holofotes, Jung Hoseok foi sufocado por um colapso sensorial e uma crise de ansiedade que o mundo jamais poderia ver; um pânico silencioso onde o ar falta, deixando-o à mercê da própria ruína. O som do vidro rachando. O cheiro inebriante de zimbro e álcool. A urgência de um homem quebrado. Quando Hoseok desaba, não é uma multidão de fãs que o segura, mas os braços de Yoonchae. Naquele instante, o abismo entre o ídolo e a estilista ruiu. Não havia hierarquia; havia apenas o calor opressor do corpo dele contra o dela e a descoberta aterradora de que a perfeição de J-Hope é uma armadura prestes a explodir. Um flash imortaliza o abraço, transformando o resgate técnico em um escândalo selvagem e a carreira ascendente de Yoonchae em uma moeda de troca. Agora, o contrato é a única saída: seis meses. Seis meses fingindo um romance voraz com o homem que a salvou da obscuridade apenas para arrastá-la para o seu caos. Hoseok é experiente, cativante e carrega uma fome que Yoonchae, em sua pureza disciplinada, nunca aprendeu a saciar. Enquanto ela luta para salvar sua reputação como a futura face da moda, ele parece determinado a rasgar cada uma de suas defesas. Entre olhares possessivos nos camarins e toques, Yoonchae descobre que Jung Hoseok não quer apenas um escudo. Ele quer ser o seu primeiro tudo. O primeiro segredo, o primeiro toque pecaminoso e a primeira grande ruína de uma garota que nunca soube o que era perder o controle.
Temperatura de risco - J-Hope [+18] by Felixversefic
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Min Sohee sempre esteve por perto. Não por escolha declarada, mas por permanência. Desde a infância, aprendeu a existir ao lado dele sem disputar espaço, sem pedir nome, sem exigir definição, ficar virou método de sobrevivência e amizade se solidificou em hábito. Ele jamais chamou aquilo de amor. Preferiu o conforto das rotinas, a segurança dos gestos pequenos, a ilusão de que presença constante não cria dependência. Ainda assim, o corpo reagia antes do pensamento, um incômodo leve quando ela se afastava, um alívio silencioso quando retornava. A amizade permaneceu intacta por fora, mas por dentro começou a aquecer. O que não era tocado se tornava mais pesado, o que não era dito se acumulava. O olhar demorava um segundo a mais, como se pedisse algo que a boca se recusava a formular.