IsolinoCoimbraDeOliv
O VELHO LIOLAU E SEU NETO
PASSOS SEM DESTINO
COIMBRA "O MENSAGEIRO DE LUZIRMIL"
CAPÍTULOO 01
Após o falecimento de meu pai, em meados do mês de julho de dois mil e quatro, talvez em busca de ser consolado, mesmo tendo alguma indisposição propus-me a realizar uma breve peregrinação. A saudade do meu velho induziu-me a fazer uma caminhada sem destino certo, em localidades onde há muitos anos trabalháramos juntos. Tais regiões se localizava num tri-ângulo entre as cidades de Altinópolis, Patrocínio Paulista e Itirapuã, ao norte do estado de São Paulo.
Foi assim que, mesmo me encontrando melancólico, segui de ônibus até Altinópolis e portando alguns objetos, tais como col-chão de campana, duas mudas de roupas, um surrado cobertor, além de outros utensílios, iniciei meus passos seguindo por uma estrada não pavimentada em direção norte.
Para quem conhece Altinópolis, sabe que é uma cidade alta, onde de algum ponto se pode avistar centenas de quilômetros ao redor.
Do local de onde parti eu podia visualizar, além uns quarenta quilômetros, conhecidas montanhas, onde na década de sessenta eu trabalhara em companhia de meu pai em diversas localidades, principalmente numa por nome Fazenda Furnas.
Iniciei meus passos sem destino, com ideais de fazer alguma visita a partir do momento em que eu avistasse a primeira casa no trajeto. Vale dizer que eu já conhecia tais caminhos, todavia em viagens feitas de automóvel.
Agora, porém, lá estava eu realizando mais um desejo
em me locomover a pé, na esperança de que, como nas demais vezes Deus faria obras maravilhosas tidas como as razões daqueles empreendimentos. Caminhei até ver o sol declinar, talvez passando das três da tarde; em razão de não fazer uso de relógio eu tinha o astro rei como um ponteiro de grande precisão...