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Gerluce trabalha na casa de Arminda cuidando de dona Josefa, mas por trás da rotina existe um segredo capaz de mudar tudo: ela participou do roubo da estátua das Três Graças. O crime não foi por ambição, mas por necessidade. Salvar vidas na Chacrinha, onde remédios falsos fazem mais vítimas do que doenças.
Arminda, fria, cruel e obsessiva, vê a estátua como o centro da própria existência. Cercada por homens perigosos, alianças podres e um poder construído à base de medo, ela acredita controlar todos ao seu redor. O que não espera é que Gerluce, a quem humilha diariamente, seja justamente quem mais a desafia - em silêncio.
Entre confrontos, segredos, mentiras e escolhas impossíveis, surge uma tensão inesperada. Um sentimento que nasce onde só deveria haver hierarquia e desprezo. E quando o passado começa a cobrar seu preço, amor e poder entram em rota de colisão.
Ninguém naquela casa percebeu quando o ódio começou a mudar de forma. Os olhares demoravam um segundo a mais. As discussões vinham carregadas demais.
O silêncio... intenso demais.
Entre ordens ríspidas e respostas afiadas, nasceu algo que não podia existir. Arminda e Gerluce aprenderam a se tocar sem mãos, a se desejar sem palavras, a se encontrar longe dos olhos de todos.
Os encontros aconteciam em sigilo.
Portas fechadas.
Corredores vazios.
Respirações contidas para não serem ouvidas.
Era perigo.
Era errado.
Era inevitável.
Enquanto o mundo desmoronava ao redor - crimes, mentiras, mortes e uma estátua capaz de destruir tudo - elas escondiam uma paixão que podia ser ainda mais explosiva do que qualquer segredo.
Porque ali, naquela casa, o maior risco não era ser descoberta. Era continuar fingindo que não sentiam nada.