SrtaSnapeWinchester
Depois das 22h, a cidade pertence a ele. Ninguém ousa sair. Ninguém fala seu nome. Ninguém nunca viu seu rosto, apenas o brilho dos faróis que cortam o escuro e o rugido grave da moto que anuncia seu domínio.
Ele dita as regras.
E quem as quebra... desaparece.
Mas naquela noite chuvosa, Mya não teve escolha. Expulsa de casa, sozinha, perdida entre o frio e o medo, ela cruzou a fronteira invisível que separava o mundo dos vivos do território dele.
E, pela primeira vez, o Dono da Noite não puniu, apenas observou. Seguiu cada passo dela até a segurança da porta. E não conseguiu mais parar.
Agora, Mya vive sob o som constante de um motor que parece ecoar seu nome.
Ele a persegue, a envolve, a consome, e quando finalmente a toca, ela entende que não há retorno. Porque na cidade marcada pela meia-noite, ninguém sai ileso do toque do seu rei.